Ex-dirigente confessa que não foi fácil fazer a transição das modalidades de pavilhão para o futebol.


 T

iago Pinto concedeu uma extensa entrevista à edição desta segunda-feira do jornal britânico , na qual revelou que viveu um autêntico "pesadelo", no Benfica, quando Luís Filipe Vieira o passou das modalidades de pavilhão para a estrutura do futebol profissional.

É a primeira vez que alguém me pergunta sobre isso, mas não foi o que pareceu. Nas modalidades, estava protegido, porque as pessoas não falavam muito delas, mas, no futebol, o país vive com o Benfica. Se alguém se lesiona no treino, todos os jornais e comentadores falam sobre isso", começou por afirmar.

"Foi muito difícil, enquanto grande adepto. Toda a minha família apoia o Benfica. A minha mãe organizava o jantar durante o fim de semana ou quando o Benfica jogava em torno dos jogos. Se o Benfica jogasse às 19h, comíamos às 21h, depois do jogo", prosseguiu

"Se o Benfica perdesse, o meu pai não comia. Foi muito difícil, no início. Sentia pressão, 'Agora, não podes falhar'. Todos os meus tios e primos apoiam o Benfica. Mas, aos poucos, aprendi a fazê-lo. O presidente foi muito importante, mas o treinador [Rui Vitória] também", completou.

A terminar, Tiago Pinto deixou mais uma palavra de reconhecimento a Luís Filipe Vieira: "Aprendi com o meu primeiro presidente no Benfica. Costumava entusiasmar-me quando fechávamos um negócio. Mas ele dizia-me 'Se fechámos negócio, significa que podíamos ter feito melhor".

"Ele queria dizer que, no momento em que fechas o negócio, a outra parte também está satisfeita, e isso não é positivo. Podes sempre fazer um pouco mais, um pouco melhor. Acho que é uma maneira muito boa de olhar para as coisas", rematou.

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